Perguntar não ofende. Já as respostas… Bem, resolvi consultar o grande oráculo de nossos tempos, Mr. Google, a fim de descobrir o que ele tem a dizer sobre as questões que dão título a este post.
Não há nada de novo sob o sol. E, do mesmo modo que ainda há gente que repassa o texto do Filtro Solar (cujo vídeo com locução de Pedro Bial foi originalmente cometido no final de 2003) ou aquela piada sobre misturar Actívia com Johnnie Walker pra sair cagando e andando como se fossem as novidades mais bombásticas de todos os tempos da última semana, eis que foi só nesta semana que vi a série de “premakes” criada por Ivan Guerrero, que assina seus vídeos no YouTube com o pseudônimo Whoiseyevan. Continue Lendo
A nova novela global do horário das seis, “Cordel Encantado”, já havia chamado minha atenção por vários motivos. Por exemplo, por marcar a estreia na teledramaturgia de ninguém menos que Zé Celso Martinez Correa, criador do Teatro Oficina, que aos 74 anos de idade finalmente sucumbiu aos apelos da TV. Outro ator de destaque que está estreando em novelas é João Miguel, que já havia se destacado nos cinemas protagonizando dois excelentes filmes: “Cinema, Aspirinas e Urubus” e “Estômago”. Continue Lendo
Cá está um post que só surgiu graças a esta era de conteúdo colaborativo, que já originou jóias como o Projeto Rain Down, DVD produzido com vídeos de fãs que assistiram ao show que o Radiohead fez no Brasil em 2009. As 17 músicas que Adele cantou em Paris, no La Cigale, no dia 4 de abril, foram gravadas por dois usuários abençoados do YouTube, 000MadMan000 e Kalihar. Soube da existência desses vídeos por meio de um grupo sobre Adele criado no Facebook por Flávia Durante, graças a dois outros fãs: Pedro Monfort e Nathali Lima (que também encontrou o setlist com a ordem em que as músicas foram tocadas).
Deleite-se, pois, com uma cantora que consegue ser mais incrível ainda ao vivo do que em estúdio, na torcida de que a turnê de “21″ faça uma escala por aqui.
Eu sei, é feio admitir que há momentos em que desejo que alguns dos meus artistas prediletos levem uma rasteira amorosa, daquelas que deixam nossa alma cheia de hematomas. Mas o que eu, um mero mortal repleto de falhas e de imperfeições, posso fazer, se sei que algumas das canções que tocam incessantemente em meu jukebox mental foram registradas em álbuns de músicos que as compuseram naquela fase clássica da vida em que o amor carcome a sua sanidade enquanto estilhaça seus sonhos?
Sim, por vezes penso como um fã imperdoavelmente egoísta. Mas, em minha defesa, posso argumentar que pés na bunda e ressacas amorosas calejam o espírito e causam feridas que um dia cicatrizam. Porém, discos como Blood on the Tracks, Sea Change e 21 (desde já, o melhor álbum do ano) permanecem, como catarses musicais e testemunhos irretocáveis de que há mais gente feito a gente, que amou, sofreu e comeu o pão chocho que o diabo amassou: seco, esturricado, repleto de carboidratos e sem direito a manteiga. Continue Lendo
Tive o privilégio de estar presente a duas edições do TEDx que foram realizadas no Brasil: o TEDx São Paulo e o TEDx Amazônia. Para quem desconhece o significado da sigla, TED significa “tecnologia, entretenimento e design”. Trata-se de um evento que surgiu como uma conferência anual na Califórnia e que, feito as boas ideias, tornou-se um conceito que se espalhou mundo afora, dando nome a conferências sobre diversas áreas de conhecimento, que inspiram pessoas a saírem de seus casulos, catalisarem novos projetos e ampliarem seus horizontes. Em outras palavras: participar de um TED é uma ocasião em que seus neurônios são atiçados a pular de bungee jump e mergulhar a fundo na possibilidade de realmente conseguir mudar o estado atual de coisas no mundo.
Não posso reclamar da vida. Creio que, dentro do possível, tenho tido muita sorte. Sim, eu tenho consciência de que a passagem do tempo é inexorável. E de que, ao longo desta jornada que palmilhamos, perdas são inevitáveis. Mas, até agora, tenho sido razoavelmente poupado de ver as pessoas mais próximas de mim sendo atingidas.
Nesta semana, porém, meu pai precisou ser internado às pressas por causa de uma suboclusão intestinal. O que à primeira vista aparentava ser um desconforto passageiro acabou por revelar que era um problema mais sério do que se imaginava. E ontem, por fim, meu pai precisou ser submetido a uma operação para a extração de um pequeno tumor. Ao menos por algumas semanas, sua vida não será mais como costumava ser. Mas, ao menos, o motivo de sua internação já foi extirpado, e agora é torcer e batalhar por sua recuperação plena. Continue Lendo
Alexandre Inagaki é jornalista e consultor de comunicação em mídias digitais. É japaraguaio, cínico cênico. torcedor do Guarani Futebol Clube e futuro fundador do Clube dos Procrastinadores Anônimos. Já plantou semente de feijão em algodão, criou um tamagotchi (que acabou morrendo de fome) e mantém este blog. Luta para ser considerado mais do que um rosto bonitinho e não leva a sério pessoas que falam de si mesmas na terceira pessoa.