Sobre o autor

Brincando com o Instagr.am

Algumas coisas a meu respeito:

  • Na primeira vez em que fui a uma praia, ainda na época em que minha família morava em Salvador (em idos de 1977), as ondas levaram o baldinho azul que eu usava para brincar. Nunca o devolveram para mim.
  • Quando estudei geografia no primário, conheci países como a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Passei uma noite inteira acordado depois que assisti a The Day After. Meu vocabulário incluía palavras como “vitrola”. Havia um televisor Telefunken P&B aqui em casa que, quando desligado, permanecia com um ponto branco brilhando no meio do monitor por uns 15 segundos. Controle remoto era um cabo de vassoura. O primeiro computador que tivemos foi um TK-85, cujos programas eram gravados em fitas-cassete. Todos os meus avós estavam vivos.
  • Aprendi a ler e a escrever com Fumio, meu avô paterno, antes mesmo de entrar na escola. Fiz o pré-primário em um colégio estadual chamado Santos Dumont. Depois, cursei o primário no colégio Raio de Sol, que ficava na rua Monte Alegre. Idílico, não? A foto abaixo, na qual apareço numa pose irremediavelmente nerd, registra minha turminha da 2a. série: a professora Maria Amélia e seus alunos Ivo, Priscila, Sumaya, Richard, Luciana e eu.

Conheci as primeiras paixões platônicas de minha vida no Raio de Sol: Priscila (a mais baixinha da foto acima), Maria Carolina (na 3a. série) e Ilana Muller (na 7a.). Por onde será que anda esse pessoal? Infelizmente perdi contato com todos eles.

  • Minha irmã Carla nasceu em Salvador; um raro caso de japonesa soteropolitana. :) Um ano depois, quando já morávamos em São Paulo, nasceu o meu irmão caçula, Ronaldo. A foto a seguir, segundo meus cálculos pouco precisos, deve ter sido tirada no Natal de 1984, no apartamento em Perdizes no qual minha família morou até 2001. O brinquedo no colo da minha irmã é um Ursinho Carinhoso. Nhóin!

  • Outra reminiscência dos meus tempos de Raio de Sol foi a minha primeira e única experiência em um palco de teatro. Numa daquelas apresentações de “talentos” que escolas costumam promover com seus alunos, fiz o papel de uma abelhinha que dançava ao som das músicas de A Arca de Noé, álbum infantil com composições de Toquinho e Vinícius de Moraes. Para o bem das artes cênicas, jamais paguei um outro King Kong desses num palco. Felizmente, não há registros em fotos ou vídeos dessa performance.
  • O primeiro disco que tive: Thriller, do Michael Jackson. O primeiro filme que assisti num cinema: Bernardo e Bianca, aquele desenho da Disney. O brinquedo mais marcante que tive: uma bola colorida de plástico que ganhei no Playcenter. Perdi-a graças a um chute mais empolgado que dei, jogando futebol dentro do apartamento em Perdizes. A bola saiu voando pela janela, e espero que ainda esteja flanando por aí. Se bobear, está numa dimensão paralela fazendo companhia ao balde azul da praia de Salvador.
  • A primeira vez em que tive um texto publicado foi numa coletânea de melhores textos dos alunos do Colégio Bandeirantes, no qual cursei o colegial; uma crônica que parafraseava alguns versos do Caetano Veloso. De lá para cá, tive contos publicados nos livros “Blog de Papel” e “Retratos Japoneses no Brasil“, fui um dos autores selecionados em “ENTER – Antologia Digital“, coletânea organizada por Heloisa Buarque de Hollanda, e escrevi prefácios para livros dos meus amigos Carlos Eduardo Lima e Marcos Donizetti. Já recebi alguns convites para publicar um livro só com textos meus. Mas, sinceramente, creio que ainda preciso comer muito feijão antes de ousar dar um passo desses. Textos precisam envelhecer e passarem pelo teste do tempo, a fim de que a gente consiga saber o que é vinho de boa safra e o que não passa de vinagre.
  • Meu primeiro emprego foi de bancário concursado no Banco do Brasil, na época em que um trabalho desses ainda possuía algum status, em 1991. Era o caçulinha da agência da Avenida Paulista, na esquina com a Augusta: quando comecei a trabalhar lá, tinha 18 anos e 2 meses de vida. Meu segundo emprego foi na Blockbuster, em tempos nos quais locadoras de vídeos ainda eram um negócio rentável (fato: estou realmente ficando velho).

Em tempo: a singela foto acima foi publicada no jornal interno da Blockbuster, quando este incauto que vos escreve havia acabado de ser promovido (em 2000). Foi uma época divertida: via vídeos de graça todo dia, indicava filmes para a clientela e até mesmo me arrisquei a tocar bateria em um grupo junto com alguns colegas de loja. A banda, na verdade, foi criada mais por causa do trocadilho do nome: Newest Kids on the Block. O grupo, obviamente, não vingou; o mundo não estava preparado para o nosso som.

  • A foto abaixo é da época em que eu, Ian Black e André Rosa de Oliveira, a.k.a. Marmota, concedemos diversas entrevistas para revistas e jornais por conta do sucesso que o Virunduns, blog que criamos em março de 2003, fez quando foi lançado.

Essa foto, da época dos blogs-moleque (quando usávamos Blogger Brasil e postávamos com mais tempo e descompromisso) e do meu rosto sem barba, foi tirada para uma matéria que saiu no Correio Braziliense.

Alguns vídeos:

Mais links:

Pense Nisso! Alexandre Inagaki

Alexandre Inagaki é jornalista e consultor de comunicação em mídias digitais. É japaraguaio, cínico cênico. torcedor do Guarani Futebol Clube e futuro fundador do Clube dos Procrastinadores Anônimos. Já plantou semente de feijão em algodão, criou um tamagotchi (que acabou morrendo de fome) e mantém este blog. Luta para ser considerado mais do que um rosto bonitinho e não leva a sério pessoas que falam de si mesmas na terceira pessoa.

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A vida é boa e cheia de possibilidades.
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