Poesia em forma de quadrinhos: as Portas do Eden de Kioskerman

Por Alexandre Inagakisegunda-feira, 06 de abril de 2015

caisnomardonada

As tiras de Pablo Holmberg, quadrinista argentino que publica seus trabalhos com o pseudônimo de Kioskerman, seguem um padrão constante e rigoroso, do mesmo modo que formas poéticas como o hai-kai e o soneto se estruturam a partir de regras fixas de rimas, estrofes e acentuações silábicas. No caso das tiras de Kioskerman, elas são sempre compostas por quatro quadros, dispostos dois sobre dois. E no entanto, assim como as grandes fotografias são recortes emoldurados de tempo e espaço que rompem essas fronteiras para muito além da imagem que nos é visível, as criações de Kioskerman sabem que os limites formais de uma obra existem para serem ultrapassados pela força de seus conteúdos. Continue Lendo

Aprendendo a pedir desculpas em apenas um minuto

Por Ana Carolina Morenosexta-feira, 13 de março de 2015

Erro grande é aquele que magoa outra pessoa (ou mais pessoas), que extrapola os limites do respeito ao próximo. Erro pequeno é pegar o ônibus errado, trancar o carro com a chave dentro, se confundir nas contas e programar o despertador pra uma hora depois que você tinha que sair de casa, comprar uma bandeja de ovos sem abrir pra checar se eles estão intactos, botar shoyu em qualquer refeição, dormir em cima do braço pra depois acordar morrendo com aquela dor de mil alfinetes quando o sangue volta a circular.

Na cobertura do Oscar desse ano, a jornalista Giuliana Rancic cometeu um erro grande, ao vivo pra todo mundo ouvir. Ela falou sem pensar e acabou desrespeitando Zendaya, uma atriz e cantora que apareceu no tapete vermelho do Oscar com cabelo rasta. O comentário de Giuliana (ela disse que o cabelo dela deveria cheirar a óleo de patchouli e maconha) foi péssimo, errado, preconceituoso, e ela foi muito xingada por isso.

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Como costuma acontecer nesses casos, Giuliana postou um tuíte pedindo desculpas em 140 caracteres. Mas ela não deixou que isso encerrasse o caso. O que ela fez no dia seguinte, no início do seu programa de televisão, durou apenas um minuto, mas virou um curso de como verdadeiramente se desculpar por um erro, sem aquela babaquice de dizer que sua intenção foi boa, mas você foi mal interpretado, ou que as pessoas não entendem seu humor. Continue Lendo

Vale Tudo, a novela que parou o Brasil, agora em DVD

Por Alexandre Inagakiquinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Entre maio de 1988 e janeiro de 1989, uma novela atraiu a atenção de todo o país com uma trama contemporânea, que discutia assuntos como ética e corrupção. E, se hoje a expressão “vale tudo” é mais associada a UFC, no fim dos anos 80 ela deu nome a um dos maiores sucessos de audiência da Rede Globo. Poucas vezes a teledramaturgia brasileira foi tão certeira ao trazer para a sua trama assuntos recorrentes do nosso dia a dia, como ética e corrupção, por meio de personagens como Raquel Accioli (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires), respectivamente mãe e filha, que representaram visões antagônicas sobre honestidade e ascensão pessoal.

A abertura de Vale Tudo não poderia ser mais simbólica, com a voz de Gal Costa interpretando uma das mais significativas composições de Cazuza, em parceria com Nilo Romero e George Israel. O nome da música não poderia ser outro que não fosse “Brasil”.

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A jornada instrutiva de Mark Twain na visão de Gavin Aung Than

Por Alexandre Inagakiterça-feira, 20 de janeiro de 2015

Criado pelo cartunista australiano Gavin Aung Than, o Zen Pencils, no ar desde 2012, é um blog que adapta frases e textos inspiracionais na forma de quadrinhos. É bem possível que você já tenha se deparado com algumas das obras de Gavin web afora. Muitas delas, aliás, foram traduzidas para o português pelo site Outros Quadrinhos.

Nestes tempos de intolerâncias crescentes, atentados injustificáveis e brigas acirradas na internet, creio que a HQ a seguir, criada por Gavin a partir de uma citação de Mark Twain, é uma leitura mais do que adequada. A arte original está disponível neste link, e a tradução foi feita por Érico Assis, com letras de Rodolfo Muraguchi e revisão de Fabiano Denardin.

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Entrevista com David Baker, da The School of Life

Por Alexandre Inagakisexta-feira, 16 de janeiro de 2015

David Baker tem um currículo e tanto. Jornalista, escritor, coach e consultor, foi um dos fundadores e editores da Wired. Também é colaborador de publicações do naipe de Financial Times, The Guardian, Wallpaper, The Independent e The Face. Mais recentemente, tornou-se um dos principais membros do corpo docente da The School of Life, criada pelo filósofo Alain de Botton, com sede em Londres e unidades em diversos países, inclusive o Brasil, onde está presente desde 2013.

Notabilizado por falar sobre os conflitos contemporâneos entre tecnologia e humanidade, David não se limita a estes assuntos em suas aulas e textos, falando também de temas como economia, antropologia cultural, o olhar humano do mundo, hemodiálise, o cultivo da cana-de-açúcar e o equilíbrio entre vida profissional e familiar. Recentemente, fez um curso de Mestre em Mergulho, no México. Depois de todas estas atividades, Baker está de volta ao Brasil para ministrar uma nova série de aulas, incluindo um dos programas mais completos da escola, o Intensivo da The School of Life, que será realizado de 23 a 27 de janeiro, em São Paulo. Mas, antes disso, reservou um tempo para conceder uma entrevista exclusiva ao Pensar Enlouquece.

David Baker, da The School Of Life.

Vivemos uma era que é aparentemente mais complexa e estressante do que há alguns anos, em um cenário cada vez mais globalizado, com a onipresença da internet e um mercado de trabalho mais competitivo. Em meio ao caos informativo que nos bombardeia diariamente, desconectar-se da internet é necessário para manter a serenidade pessoal? Continue Lendo

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Pense Nisso! Alexandre Inagaki

Alexandre Inagaki é jornalista e consultor de comunicação em mídias digitais. É japaraguaio, cínico cênico. torcedor do Guarani Futebol Clube e futuro fundador do Clube dos Procrastinadores Anônimos. Já plantou semente de feijão em algodão, criou um tamagotchi (que acabou morrendo de fome) e mantém este blog. Luta para ser considerado mais do que um rosto bonitinho e não leva a sério pessoas que falam de si mesmas na terceira pessoa.

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