Receitas para qualquer cara de fome #FoodNetworkBrasil

Por Publieditorialsábado, 08 de novembro de 2014

Como afirmou Cícero, o melhor tempero da comida é a fome. Imagine, pois, a cara que uma pessoa é capaz de fazer quando seu estômago começa a roncar e sua boca saliva, especialmente enquanto aguardamos a chegada do pedido de um restaurante, ou quando nosso olfato é estimulado pelos cheiros de um prato sendo preparado na cozinha, ou quando assistimos a um programa de culinária e o que vemos na tevê estimula toda uma série de sensações sinestésicas.

Comer é bom demais. Não à toa, apreciar uma boa gastronomia tornou-se sinônimo de estilo de vida. E eu, que admiro quem domina a fina arte de cozinhar (coisa que não é exatamente o meu ponto forte, como provei quando postei sobre minha especialidade gastronômica), encarei como um excelente desafio a tarefa que me foi delegada pelo Food Network Brasil: selecionar uma das receitas disponíveis no site do canal para ser preparada por mim.

superostentacao

Dentre as diversas opções de receitas que encontrei, optei por escolher uma que fosse de fácil preparo e que viesse bem a calhar para o meu espírito de cozinheiro de fim de semana: Sangria de Champanhe. Para justificar minha escolha, tomo emprestadas as palavras do escritor francês Claude Tillier, que em seu livro Meu Tio Benjamin cunhou esta frase: “Comer é uma necessidade do estômago; beber é uma necessidade da alma”. E assim, munido de um álibi razoavelmente discutível, parti para o supermercado a fim de adquirir todos os ingredientes necessários para a receita:

Para a Sangria de Champanhe:
1 (750 ml) garrafa de Prosecco ou Champanhe francês, gelado;
1/2 xícara de suco de laranja;
2 xícaras de calda de hortelã (receita segue adiante);
1 limão-siciliano, raspas e fatias finas;
1 limão-taiti, raspas e fatias finas;
1/2 xícara de morangos fatiados;
5 raminhos de hortelã fresca;
Gelo picado.
Para a calda de hortelã:
2 xícaras de açúcar;
2 xícaras de água;
1 xícara de folhas de hortelã fresca.

ingredientesnamesa

A experiência de preparar a sangria foi divertidamente sensorial em diversos momentos. Meu olfato foi presenteado quando lavei e piquei as folhas de hortelã e quando raspei os limões. Do mesmo modo, creio que foi bastante justo do que recompensar o cozinheiro/bartender da vez com alguns goles de champanhe enquanto a receita era preparada. E assim, ao fim desta pequena experiência culinária, o resultado final foi devidamente imortalizado em fotos antes que a sangria fosse devidamente saboreada.

sangriapronta

A receita completa da Sangria de Champanhe está disponível no site do Food Network Brasil, junto com outras que estimularão sua cara de fome só de lê-las. E fica aqui, claro, a dica para que você acompanhe o canal em sua operadora de TV por assinatura e em seus perfis no
Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Google+, sempre que você precisar de pitadas de inspiração para as horas mais saborosas de sua vida.

Apneia, o filme

Por Alexandre Inagakiquinta-feira, 06 de novembro de 2014

Thaila Ayala, Marjorie Estiano e Marisol Ribeiro em cena do filme Apneia.

São Paulo já foi retratada nos cinemas por meio de muitos bons filmes, dentre os quais meus favoritos são O Grande Momento (pequena obra-prima neo-realista de 1958, dirigida por Roberto Santos), o incrível São Paulo S/A (filmaço de 1965 de Luiz Sergio Person, com Walmor Chagas, Eva Wilma e Otelo Zeloni) e a comédia cult Fogo & Paixão (de 1988, da dupla Isay Weinfeld e Marcio Kogan), longa que talvez melhor tenha explorado as arquiteturas singulares desta metrópole. No entanto, é uma cidade que não é tão explorada quanto poderia ser na tela grande. Foi ótimo constatar, pois, que Apneia, o belo longa-metragem de estreia de Mauricio Eça – diretor habituado a mostrar SP em videoclipes como “Diário de um Detento” (Racionais MCs) e “Regina Let’s Go” (CPM 22) -, narra uma história urbana atual e relevante.

Não se trata, porém, de uma obra das mais palatáveis. Contrariando as lógicas predominantes do singular mercado cinematográfico tupiniquim, Apneia não é comédia nem cinebiografia com apoio da Globo Filmes, e tampouco se trata de filme de sertão ou favela. Sua temática é urbana, com foco em uma geração niilista, desfocada e consumista. Suas personagens principais são jovens da classe média alta, bonitas e entediadas, que buscam driblar a rotina praticando atos inconsequentes, na procura desordenada por algum sentido na vida. Porém, você não verá no filme de Mauricio Eça uma sombra sequer de julgamentos moralistas sobre os atos protagonizados pelo ótimo trio de atrizes composto por Marisol Ribeiro, Thaila Ayala e Marjorie Estiano. O olhar aqui é quase documental, como que buscando simplesmente registrar as inquietações e dilemas de uma geração que abraça sua passagem por este mundo com volúpia indigesta, intuindo que viver é uma sucessão de equívocos que não devem ser repetidos. Afinal, experiência é a sabedoria de evitar perpetrar os mesmos erros de sempre, já que há tantos novos a serem cometidos.

O belo trio de protagonistas de Apneia, filme dirigido por Maurício Eça.

Como era de se esperar em uma obra conduzida por um diretor de alguns dos melhores videoclipes brasileiros de todos os tempos, Apneia é um filme com fotografia (a cargo de Marcelo Corpanni) belíssima e trilha sonora impecável. Mas o destaque incontestável é para o seu elenco. Que, em meio a participações especiais de nomes como Maria Fernanda Cândido, Rodrigo Fernandes e Supla, possui seu pilar na entrega generosamente comovente de Marjorie, Thaila e, especialmente, Marisol Ribeiro a seus papéis. E, do mesmo modo que suas personagens perambulam reticentes pela corda bamba do equilíbrio pessoal em busca de amor, torço para que Apneia encontre, ao longo do tempo em que estiver em cartaz, o público que merece ter.

Dez notinhas sobre as eleições

Por Henrique Abelquinta-feira, 23 de outubro de 2014

1 – Se você se acha muito consciente e bem informado por ser antipetista, saiba que você é vítima de uma ilusão autolisonjeira. Grande parte dos antipetistas ferrenhos acredita em bobagens e defende besteiras capazes de ser refutadas por dez minutos de estudo sério de história, economia e ciências sociais;

2 – Se você se acha muito consciente e bem informado por ser petista, saiba que você é vítima de uma ilusão autolisonjeira. Grande parte dos petistas ferrenhos acredita em bobagens e defende besteiras capazes de ser refutadas por dez minutos de estudo sério de história, economia e ciências sociais;

3 – Nenhum dos dois partidos que disputam a Presidência da República possui um bom histórico no que diz respeito à ética na política e a corrupção. Você pode tentar convencer a si e aos outros de que está votando em um deles “para combater a corrupção”, mas infelizmente os fatos não corroboram com a sua crença e o mais provável é que você esteja usando essa bandeira para justificar uma postura ideológica que você tem por razões bem diversas; Continue Lendo

Um vídeo que resume o espírito dos anos 90

Por Alexandre Inagakiterça-feira, 23 de setembro de 2014

rachelchandler

Em 1995, você não aguentava mais ouvir “Have You Ever Really Loved A Woman”, de Bryan Adams, tocando nas rádios. Mas a competição era dura com pagodes de sucesso como “Lá Vem o Negão” e “Marrom Bombom”. Se você estivesse numa danceteria, provavelmente estaria embalado por hits como “The Rhythm Of The Night” ou “Boombastic” (ou dançando na boquinha da garrafa, dependendo do lugar). Mas, ao menos em termos musicais, tudo o mais seria eclipsado a partir do momento em que alguns garotos de Guarulhos chegaram a bordo de uma Brasília amarela e a febre dos Mamonas Assassinas assolou o país. 1995, a propósito, também foi o ano de nascimento de Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine. E, sim, eu notei que apareceram alguns cabelos brancos em suas madeixas quando você leu isso. Continue Lendo

De Volta Para o Futuro, quase 30 anos depois

Por Alexandre Inagakisexta-feira, 22 de agosto de 2014

Em De Volta Para o Futuro, Marty McFly fez uma viagem no tempo, retornando 30 anos no passado e acabando por modificar uma série de acontecimentos no momento presente. O filme, dirigido por Robert Zemeckis, mostrava os atores Lea Thompson (Lorraine McFly), Thomas F. Wilson (Biff Tannen) e Crispin Glover (George McFly) envelhecidos em três décadas a fim de simular essa passagem temporal. Pois bem: um usuário do Reddit publicou uma imagem (que vi graças ao Fábio Martinelli) comparando as feições do elenco de De Volta Para o Futuro durante as filmagens, iniciadas no final de 1984, com fotos atuais dos atores, quase trinta anos depois, mostrando que a ficção foi assombrosamente eficiente ao antecipar a vida real.

devoltaparaofuturoptbr Continue Lendo

Meus três centavos sobre as eleições presidenciais

Por Alexandre Inagakiquinta-feira, 21 de agosto de 2014

1centavo Se um candidato defender o fim definitivo e imediato de reeleições para cargos executivos, ganhará o meu voto. Creio que alternância de poder é fundamental para oxigenar as instituições, abrir espaços para a inovação e evitar que órgãos públicos sejam aparelhados por militantes de qualquer partido (algo que ocorre desde que a emenda constitucional permitindo reeleições foi aprovada durante o Governo FHC, diga-se de passagem). Além de todos os problemas citados, um candidato que participa de uma eleição tendo toda a máquina governamental a seu dispor gera disputas desleais e injustas.

1centavo Todo mundo tem direito a suas crenças pessoais, sejam elas de caráter ideológico, religioso, filosófico, sexual. Tampouco me importo se um candidato é católico, ateu, muçulmano, evangélico ou adepto da Igreja Jedi, desde que ele tenha plena consciência de que vivemos em uma nação laica, saiba respeitar crenças alheias e jamais misture suas convicções pessoais com seus deveres à frente de uma instituição pública.

1centavo Política é um tema fundamental, mas desanima tocar no assunto diante da pobreza e superficialidade das discussões, seja no horário eleitoral gratuito, seja nas redes sociais. Embora eu seja um cara que se interessa muito pelo assunto, acompanhando movimentações partidárias, propostas de governo, pesquisas eleitorais, yada yada yada, os comentários que costumam ser postados, quase que invariavelmente redigidos por pessoas que encaram preferências políticas como se fossem militantes de uma torcida organizada, são embebidos em raiva e insensatez. Diante desse cenário, não é de se estranhar que o cenário político atual seja tão árido.

* * *

P.S.: Deixo a cargo de Carlos Ruas, quadrinista e criador do Um Sábado Qualquer, a celestial observação final deste post.

manifestacaodedeus

Fotos, vídeos e memes que provam que teve muita Copa sim

Por Alexandre Inagakisegunda-feira, 14 de julho de 2014

A melhor Copa de todos os tempos?Foi a Copa da sabedoria, foi a Copa da insensatez, foi a Copa da crença, foi a Copa da incredulidade, foi a Copa da luz, a Copa das trevas.

Foi a Copa da zueira, dos estádios superfaturados, dos problemas de infraestrutura, das presepadas da FIFA, da repressão desmedida aos protestos. Mas também foi a Copa da diversidade saborosa de sotaques estrangeiros, do clima geral de confraternização, da alegria genuína capaz de se sobrepor às divergências.

Foi a Copa de todas as fantasias. Foi a Copa dos iogurtes gregos, do holandês fantasiado fazendo B.O., do solitário Super Mário, dos Mujicas uruguaios, dos Valderramas colombianos, dos Chapolins mexicanos.

TorcidaGrega Continue Lendo

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Pense Nisso! Alexandre Inagaki

Alexandre Inagaki é jornalista e consultor de comunicação em mídias digitais. É japaraguaio, cínico cênico. torcedor do Guarani Futebol Clube e futuro fundador do Clube dos Procrastinadores Anônimos. Já plantou semente de feijão em algodão, criou um tamagotchi (que acabou morrendo de fome) e mantém este blog. Luta para ser considerado mais do que um rosto bonitinho e não leva a sério pessoas que falam de si mesmas na terceira pessoa.

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A vida é boa e cheia de possibilidades.
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