Aprendendo a pedir desculpas em apenas um minuto

Por Ana Carolina Morenosexta-feira, 13 de março de 2015

Erro grande é aquele que magoa outra pessoa (ou mais pessoas), que extrapola os limites do respeito ao próximo. Erro pequeno é pegar o ônibus errado, trancar o carro com a chave dentro, se confundir nas contas e programar o despertador pra uma hora depois que você tinha que sair de casa, comprar uma bandeja de ovos sem abrir pra checar se eles estão intactos, botar shoyu em qualquer refeição, dormir em cima do braço pra depois acordar morrendo com aquela dor de mil alfinetes quando o sangue volta a circular.

Na cobertura do Oscar desse ano, a jornalista Giuliana Rancic cometeu um erro grande, ao vivo pra todo mundo ouvir. Ela falou sem pensar e acabou desrespeitando Zendaya, uma atriz e cantora que apareceu no tapete vermelho do Oscar com cabelo rasta. O comentário de Giuliana (ela disse que o cabelo dela deveria cheirar a óleo de patchouli e maconha) foi péssimo, errado, preconceituoso, e ela foi muito xingada por isso.

zendayaoscar2015

Como costuma acontecer nesses casos, Giuliana postou um tuíte pedindo desculpas em 140 caracteres. Mas ela não deixou que isso encerrasse o caso. O que ela fez no dia seguinte, no início do seu programa de televisão, durou apenas um minuto, mas virou um curso de como verdadeiramente se desculpar por um erro, sem aquela babaquice de dizer que sua intenção foi boa, mas você foi mal interpretado, ou que as pessoas não entendem seu humor. Continue Lendo

Vale Tudo, a novela que parou o Brasil, agora em DVD

Por Alexandre Inagakiquinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Entre maio de 1988 e janeiro de 1989, uma novela atraiu a atenção de todo o país com uma trama contemporânea, que discutia assuntos como ética e corrupção. E, se hoje a expressão “vale tudo” é mais associada a UFC, no fim dos anos 80 ela deu nome a um dos maiores sucessos de audiência da Rede Globo. Poucas vezes a teledramaturgia brasileira foi tão certeira ao trazer para a sua trama assuntos recorrentes do nosso dia a dia, como ética e corrupção, por meio de personagens como Raquel Accioli (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires), respectivamente mãe e filha, que representaram visões antagônicas sobre honestidade e ascensão pessoal.

A abertura de Vale Tudo não poderia ser mais simbólica, com a voz de Gal Costa interpretando uma das mais significativas composições de Cazuza, em parceria com Nilo Romero e George Israel. O nome da música não poderia ser outro que não fosse “Brasil”.

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A jornada instrutiva de Mark Twain na visão de Gavin Aung Than

Por Alexandre Inagakiterça-feira, 20 de janeiro de 2015

Criado pelo cartunista australiano Gavin Aung Than, o Zen Pencils, no ar desde 2012, é um blog que adapta frases e textos inspiracionais na forma de quadrinhos. É bem possível que você já tenha se deparado com algumas das obras de Gavin web afora. Muitas delas, aliás, foram traduzidas para o português pelo site Outros Quadrinhos.

Nestes tempos de intolerâncias crescentes, atentados injustificáveis e brigas acirradas na internet, creio que a HQ a seguir, criada por Gavin a partir de uma citação de Mark Twain, é uma leitura mais do que adequada. A arte original está disponível neste link, e a tradução foi feita por Érico Assis, com letras de Rodolfo Muraguchi e revisão de Fabiano Denardin.

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Entrevista com David Baker, da The School of Life

Por Alexandre Inagakisexta-feira, 16 de janeiro de 2015

David Baker tem um currículo e tanto. Jornalista, escritor, coach e consultor, foi um dos fundadores e editores da Wired. Também é colaborador de publicações do naipe de Financial Times, The Guardian, Wallpaper, The Independent e The Face. Mais recentemente, tornou-se um dos principais membros do corpo docente da The School of Life, criada pelo filósofo Alain de Botton, com sede em Londres e unidades em diversos países, inclusive o Brasil, onde está presente desde 2013.

Notabilizado por falar sobre os conflitos contemporâneos entre tecnologia e humanidade, David não se limita a estes assuntos em suas aulas e textos, falando também de temas como economia, antropologia cultural, o olhar humano do mundo, hemodiálise, o cultivo da cana-de-açúcar e o equilíbrio entre vida profissional e familiar. Recentemente, fez um curso de Mestre em Mergulho, no México. Depois de todas estas atividades, Baker está de volta ao Brasil para ministrar uma nova série de aulas, incluindo um dos programas mais completos da escola, o Intensivo da The School of Life, que será realizado de 23 a 27 de janeiro, em São Paulo. Mas, antes disso, reservou um tempo para conceder uma entrevista exclusiva ao Pensar Enlouquece.

David Baker, da The School Of Life.

Vivemos uma era que é aparentemente mais complexa e estressante do que há alguns anos, em um cenário cada vez mais globalizado, com a onipresença da internet e um mercado de trabalho mais competitivo. Em meio ao caos informativo que nos bombardeia diariamente, desconectar-se da internet é necessário para manter a serenidade pessoal? Continue Lendo

As 100 músicas mais tocadas nas rádios do Brasil em 2014

Por Alexandre Inagakiterça-feira, 30 de dezembro de 2014

Marcos & Belutti, os intérpretes do maior sucesso radiofônico do Brasil em 2014, a balada Domingo de Manhã.

Se dependesse só do que as rádios brasileiras tocam, estaríamos vivendo uma era de monocultura sertaneja. Segundo levantamento feito pela Crowley Broadcast Analysis, que desde 1997 faz o monitoramento das faixas mais executadas no país, nada menos que 60 das 100 músicas mais tocadas são de representantes do gênero. Se a análise fosse restrita ao Top 10 Brasil, esse predomínio seria mais impressionante ainda: os nove primeiros colocados são hits sertanejos, relegando à décima posição a primeira intrusão forasteira dessa lista (“Happy”, o sucesso quase onipresente de Pharrell Williams).

O maior sucesso nas rádios brasileiras em 2014 foi “Domingo de Manhã”, da dupla Marcos & Belutti. Na condição de fã de rock, MPB e jazz, tendo a pensar que, se o gênero “sertanejo universitário” fizesse realmente jus a essa alcunha, poderíamos torcer para que certas duplas fossem mal no ENEM e não passassem na faculdade. Mas enfim, gosto é gosto. E, na hipótese improvável de que alguém ainda não tenha escutado o maior hit das FMs tupiniquins neste ano abilolado de 2014, segue o vídeo da música composta por Bruno Caliman, responsável por outros sucessos como “Camaro Amarelo” (interpretado pela dupla Munhoz & Mariano). Continue Lendo

“Drink shame in the face”: 5 bons motivos para tomar vergonha na cara e aprender inglês

Por Publieditorialquarta-feira, 17 de dezembro de 2014

2015 já está batendo na sua porta. Já que entramos naquela típica época em que fazemos as resoluções de ano novo, que tal incluir em sua to-do list fazer com que o seu inglês supere a limitação do “the book is on the table” e permita que você possa se considerar um cidadão do mundo, conseguindo comunicar-se de modo fluente, sem precisar apelar a intérpretes ou mímicas vexaminosas para conseguir se virar mundo afora? Fora os motivos mais óbvios, como a importância imprescindível do inglês para sua ascensão profissional e pessoal, resolvi fazer um Top 5 de razões pelas quais é tão bom aprender a falar, escrever, ler e tornar-se fluente no mesmo idioma de Shakespeare, J.K. Rowling, Kanye West e Scarlett Johansson.

* * *

1. Entenda as letras de música que você ouve há anos sem ter a menor ideia do que querem dizer

Imagine que você está todo apaixonado e resolve gravar num pen drive as músicas que fazem com que você lembre da pessoa amada. Porém, por não manjar dos paranauês linguísticos, seleciona faixas que você considera legais sem ter a menor ideia do significado de suas letras. E aí, grava sucessos de bandas e cantores como Beatles, Bob Dylan e R.E.M. Em tese, está tudo bem. Até que ela ouve atentamente as músicas e se depara com Dylan cantando versos como “ah, você engana assim como uma mulher, sim, faz amor feito uma mulher, sim, e geme feito uma mulher, mas se magoa feito uma garotinha”, John Lennon falando que “preferiria te ver morta, garotinha, do que com outro homem” e Michael Stipe anunciando que “esta música é para a pessoa que deixei para atrás, um simples adereço para ocupar meu tempo”. Depois, leva um pé na bunda e não tem a menor ideia do que aconteceu.

Além de evitar falhas bizarras na comunicação, ser capaz de entender o que seus artistas favoritos cantam faz com que você compreenda melhor o que eles queriam dizer em suas composições, tornando-as muito mais claras e expressivas. Quer um ótimo exemplo? Você já atentou para a beleza dos versos iniciais de “The Sounds of Silence?”

Olá escuridão, minha velha amiga,
Vim conversar com você novamente
Porque uma visão suavemente arrepiante
Deixou suas sementes enquanto eu dormia
E a visão que foi plantada em minha mente
Ainda permanece dentro do som do silêncio

Para mim, esta música composta por Paul Simon apresenta os versos que melhor descrevem a barafunda das redes sociais (“Na luz nua eu vi dez mil pessoas, talvez mais/ Pessoas conversando sem falar/ Pessoas ouvindo sem escutar”). E apresenta estrofes rasgantes, capazes de se sustentar independendo de melodia: Continue Lendo

Você pode salvar uma vida: seja um doador de medula óssea

Por Alexandre Inagakisegunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Há várias doenças que podem ser tratadas com a doação de medula óssea, como leucemia, linfoma e imunodeficiências. Porém, apenas 30% dos pacientes que necessitam de transplante encontram um doador em sua família. Os demais precisam achar esse doador no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). A chance de encontrar uma medula compatível é de 1 em 100.000. Para que as probabilidades de se achar um doador aumentem, é preciso aumentar a quantidade de voluntários cadastrados no REDOME. Quer ajudar a salvar uma vida? Então clique aqui para encontrar o local de cadastro para doador de medula óssea mais próximo de sua casa, e siga os passos a seguir.

Quatro passos para se tornar doador de medula óssea e salvar uma vida.

Constatei na prática como é simples participar do registro de doadores de medula óssea. Semana passada estive no Hemocentro da Santa Casa de São Paulo: em questão de menos de 20 minutos fui até a recepção, dei algumas informações pessoais e fiz um pré-exame. Foram coletados 10 ml do meu sangue (o equivalente a uma colher de sopa), que serão utilizados para a realização de um exame de compatibilidade. Ah sim: a fim de agilizar ainda mais o processo, já tinha trazido de casa, preenchido, um formulário de cadastro para doação voluntária de medula. Continue Lendo

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Pense Nisso! Alexandre Inagaki

Alexandre Inagaki é jornalista e consultor de comunicação em mídias digitais. É japaraguaio, cínico cênico. torcedor do Guarani Futebol Clube e futuro fundador do Clube dos Procrastinadores Anônimos. Já plantou semente de feijão em algodão, criou um tamagotchi (que acabou morrendo de fome) e mantém este blog. Luta para ser considerado mais do que um rosto bonitinho e não leva a sério pessoas que falam de si mesmas na terceira pessoa.

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A vida é boa e cheia de possibilidades.
A vida é boa e cheia de possibilidades.
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