Artigos doo ano de: 2007

Lo Dia Internacional de Hablarse Portuñol

Por Alexandre Inagakisexta-feira, 26 de outubro de 2007

Celebre el gloriossssso Dia Internacional de Hablarse Portunhol!

Hola, que tal? Hoy es una gran ocasión, pues tratase de Lo Dia Internacional de Hablarse Portuñol! A fim de celebrar esta efeméride y homenarrrear este dialeto muy compliexo que amalgama dos idiomas, lo português y lo español, en lo dia de hoy todos los blogueiros debem publicar posts en portunhol. Citando las imuertais palabras del ratito Speedy Gonzales: “Ándale, ándale, arriba, arriba!”.

El facto es que nosotros, brasileños, somos tán conhecidos por nuestra capacidad de enruelar otras personas cuando no queremos demonstrar nuestra falta del coñecimento, que criamos aquela que es considerada una de las expressiones más intrigantes del globo terriestre: la brasileiríssima “se virar”, descrita por el lingüista como uña expressión “usada para descreber las situaciones nas quales usted tienta hacer algo, pero percebe que no tién el coñecimento suficiente para finalizar el trabajo“.

El portuñol nada más es que la tradución lingüística de nuestra tremienda cara de pau. Nada más adequiado, portanto, que dedicar un dia para celebrarmos el portuñol, idiuema oficial del Mercosur fluentemiente hablado por personas como nuestro ex-presidente Fiernando Collor, que imortalizou la frase “duela a quién doler“, ou el ex-entrenador del Real Madrid, Vanderlei Lurrrrremburgo, que en su passagem por la equipe ludopédica donde joga atualmente el craque Robinho, hablou sobre “lo trabajo” y “lo profissionalismo“, pero sin promieter “lo título“. Ay caramba!

Es nosotros en la película, hermano! Duas comunidades en el Orkut foram criadas com el propósito de difundir el portuñol: da y Español Abanzado Pra Cararro. También existem duas bitácoras muy buenas exclusivamiente dedicadas ao idiuema, que infelizmiente no són más atualizadas: Mira La Qualidad e Portunhol. La desbocada leción abajo fue extraída deste último bluegue:

Adbervio del tiempo:

PRA CARAJO: Esta mujer se demora pra se arrumar pra carajo.

Adbervio del intensidá:

PRA CARAJO: Comí pra carajo.

Adbervio del quantidá:

PRA CARAJO: Usted és puerco pra carajo.

Adbervio del muedo:

PRA CARAJO: Ela fuede bien pra carajo.

Adbervio del lugar:

PRA CARAJO: Vá pra casa del carajo.

Adbervio del surpresa:

PRA CARAJO: Carajo mermón!!!

El Orkut es indubitavelmiente una cajita de surpresas, mira este tuépico que encontrei: “ de la película“. Simplesmiente do carajo:

- “O Homem que Copiava” = “El Hombre que Tiraba Fuetocôpias”

- “Rocky” = “Pedrito”

- “Velocidade Máxima I” = “Mas Rápido No Puesso Ir”

- “Velocidade Máxima II” = “Mas Rápido No Puesso Ir de Nuevo, Carajo!”

- “Psicose” = “El Hirro Es La Madre”

- “American Pie” = “La Tuerta de Los EEUU”

- “Procurando Nemo” = “Donde Si Meteu El Pechito?”

- “Amnésia” = “El Hombre que No Se Recuerda”

- “Duro de Matar” = “Cabrón Hijo de Puta que Nunca Muerre”

- “Sinais” = “Un Extraterriestre in mi Mijaral”

- “Buttman – Prazeres Anais” = “Cara de Nadegas – Placeres en Los Culos”

- “Lisbela e o Prisioneiro” = “Lisguapa y Lo Hombre Prendido”

- “Carruagens de Fogo” = “Carrueças Inflamabiles”

- “Karatê Kid” = “Mestre Myagi y El Maricón Karateca”

- “Premonição” = “Alguna Mierda Irá Acontecier”

- “O Homem Nu” = “Lo Pieladón”

Los vídeos que hacieram la trilha sonora deste que es probabelmiente el texto más abobriñesco de toda la história deste blueg són: “Rios da Babilônia” (Perla), “Un Millon de Amigos” (Roberto Carlos), “Isso é Tremendo” (Tremendo) e “Lospi Gospel” (Los Pirata). No deje de visitar también la párrrina oficial deste gran evento, una iniciativa de mis desocupados camaradas Fabión Morróida y Cris Dias.

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P.S.: Muchas gracias a los organizadores da la premiación Best Blogs Brazil que indicaram esta bitácora a duas categorias: Mejor Bluegue Personal y Mejor Bluegue. Si usted quiser mi dar una fuerça, clique acá y vuete. Pero no si olvide de votar también en lo prêmio internacional The BOBs! ;)

It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)

Por Alexandre Inagakiquarta-feira, 24 de outubro de 2007

O vazamento do filme “Tropa de Elite”, o Radiohead dizendo que você pode pagar o quanto quiser (“it’s up to you”) para baixar o novo álbum deles, as discussões sobre a blogosfera realizadas pelos BarCamps e BlogCamps promovidos por todo o país, tudo está interligado a um novo cenário de mudanças que serão cada vez mais constantes daqui por diante.
Radiohead e o slogan da nova eraEstes são tempos nos quais álbuns de canções já não precisam existir fisicamente. Mas será que a música e (principalmente) os artistas um dia independerão em definitivo de quaisquer suportes físicos, sejam eles CDs, vinis, fitas K-7 ou qualquer coisa que venham a inventar um dia desses? No excelente dossiê sobre música digital que Alexandre Matias e Marcelo Ferla escreveram para a Bizz (finada revista que, sinal dos tempos, só existe atualmente em formato de site) em novembro de 2006, o cantor Wado, que disponibiliza em sua página oficial todos os seus álbuns completos para download, afirmou: “CD é como uma festa de 15 anos, uma legitimação, um pedigree. Serve mais pelo status necessário para te levarem a sério. E no fim do show muita gente compra disco. Isto é um fato”.
A declaração de Wado me fez lembrar da experiência do pessoal do site de cultura pop Omelete. Há mais de sete anos no ar e com uma média de 700 mil visitantes únicos por mês, lançou sua versão impressa em março deste ano. Em entrevista concedida a Gustavo Miller para o jornal Estado de S. Paulo, a dupla de editores do Omelete, Érico Borgo e Marcelo Forlani, afirmou: “A revista deu mais status para nós. Muita gente que não acredita no poder da internet mudou de idéia assim que viu a versão impressa nas bancas de jornal”. Borgo comentou ainda que, com a revista, muita gente que ignorava o Omelete passou a convidar o staff do site para lançamentos e eventos: “Graças a ela, parece que só agora perceberam que a gente existe. É louco, mas a gente está jogando as regras do mercado”.
La Comunidad, portal de blogs do El País aberto a qualquer internautaNão creio que esse estado de coisas descrito por Érico Borgo perdurará por muito tempo. A polêmica Estadão x blogs foi a face mais exposta de um embate que, na realidade, não possui razão de ser: o futuro reside na convergência e integração de mídias, e está intrinsecamente ligado à internet. Hoje em dia todos os principais sites de jornais como Folha de S. Paulo, O Globo e Zero Hora possuem sua área de blogs. Veículos que antes mantinham áreas fechadas a assinantes agora estão disponibilizando todo o seu conteúdo gratuitamente, vide o americano The New York Times e o espanhol El País. O periódico hispânico deu mais um passo adiante: também criou La Comunidad, serviço gratuito de hospedagem de blogs. Tolas e ultrapassadas serão as assessorias de imprensa ou distribuidoras de filmes que regularem credenciais para um Omelete, um Judão (audiência de mais de 3 milhões de pageviews por mês) ou um Jovem Nerd (visitado diariamente por cerca de 40 mil usuários únicos) “só” porque são blogs ou sites e não publicações impressas.
Julio Daio Borges, criador e editor do Digestivo Cultural, revista cultural eletrônica no ar desde setembro de 2000, é autor do artigo “Publicar em papel? Pra quê?”. Nele, Julio fala especificamente do desejo que jovens escritores possuem de ter um livro publicado por uma editora, mas creio que suas palavras podem ser aplicadas a blogueiros, músicos, videomakers e quaisquer outras pessoas que encontraram na rede virtual a interface ideal para a divulgação de seus trabalhos:

“Desde os anos 90, existe um negócio chamado internet (não sei se você sabe…). E desde os anos 2000, ou desde antes, existe um negócio chamado blog. O autor, qual seja, não precisa mais esperar por um editor para ter seus escritos publicados. Nem precisa de alguém para distribuir, para divulgar. Só precisa ter leitores; ou seja, como qualquer escritor (publicado ou não), precisa ir conquistando leitores aos poucos. E esse é hoje o verdadeiro teste para dizer se um autor é bom ou não (se quiserem, publicável ou não): a audiência on-line. Na internet, no blog, ninguém está olhando para a embalagem que envolve seus escritos; ninguém está ligando para o local onde sua obra foi exposta. Se você for bom, você vai ter leitores, ponto.”

iPod Touch, um dentre tantos objetos de desejoEstes são tempos nos quais você precisa estar constantemente preparado para as mudanças. Basta lembrar, citando alguns exemplos de sites e gadgets que soam essenciais mas inexistiam há pouco tempo, que o iPod foi lançado em outubro de 2001, o MySpace surgiu no final de 2003, o Orkut em janeiro de 2004 e o YouTube, em fevereiro de 2005. É necessário, pois, saber se adaptar constantemente, e os músicos sabem bem disso. Os (bons) exemplos são muitos: Radiohead dando aos seus ouvintes a opção de pagarem quanto desejarem pelos downloads de seu álbum “In Rainbows” e faturando entre US$ 6 a 10 milhões com as vendas. Trent Reznor anunciando no blog do Nine Inch Nails que sua banda está livre de contratos com gravadoras após 18 anos de carreira. Prince distribuindo seu novo álbum gratuitamente aos leitores de um jornal inglês. Madonna largando a Warner após 25 anos para assinar com uma empresa organizadora de shows, a Live Nation.
Mas e se você não é nenhuma Madonna ou Radiohead? Bem, aí que tal se pautar nos cases de Lily Allen, cantora inglesa que ganhou reconhecimento por causa do seu MySpace, Ok Go, que graças ao clipe de “Here It Goes Again” no YouTube angariou fama mundial e mais de 23 milhões de visualizações de seu vídeo, Fresno, banda gaúcha que contabilizou mais de 250 mil downloads de suas músicas em mp3 no site Trama Virtual e hoje tem shows marcados em todo o Brasil, ou Terminal Guadalupe, que seguiu o exemplo dos canadenses do Barenaked Ladies e vende seu álbum mais recente “A Marcha dos Invisíveis” no formato de pen drive?
As continuações piratas de Tropa de EliteEstes são tempos nos quais independemos de intermediários. Escritores formam leitores através de seus blogs e publicam seus livros de forma independente, em iniciativas como a d’Os Viralata. Vídeos feitos por gente como a trupe brasiliense do VaiVc, ou o brasileiro mais visto no YouTube, Guilherme Zaiden, cujas nove produções foram visualizadas mais de 8 milhões de vezes, ganham reconhecimento sem necessitar de Rede Globo. Blogs sustentam-se prescindindo de patrocínios, evitando incorrer na mesma dependência financeira que decretou o final do No Mínimo. E assim são as coisas. Não adianta, pois, chorar por causa da pirataria derramada, como fez José Padilha, diretor de “Tropa de Elite”. Eu me pergunto por que os produtores do filme brasileiro mais visto e comentado dos últimos tempos não aproveitaram o hype, lançando produtos como camisetas e bonés (que muitos espectadores certamente teriam comprado se houvesse uma “barraquinha” próximo às bilheterias dos cinemas) ou o boneco do Capitão Nascimento concebido pelo Silveira.
Na mesma matéria em que Matias e Ferla falam da música na era pós-CD, Adriano Cintra, frontman da banda brasileira atualmente mais conhecida no exterior, Cansei de Ser Sexy, afirma: “Quero mais é que as pessoas troquem minhas músicas. Dinheiro eu faço com editora e show. Não com venda de disco”. E Gabriel, dos Autoramas, complementa: “Fazemos shows em lugares onde nossos CDs nunca chegaram e todo mundo cantou as músicas. Quando ficou mais fácil o acesso ao nosso som, a quantidade de shows aumentou muito”.
Inspire-se no exemplo do movimento punk: “do it yourself”. O mundo definitivamente mudou, e eu me sinto muito bem com isso.

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P.S. 1: Publiquei no Overmundo um texto que fala especificamente sobre a mudança do status quo musical: “O CD Agoniza, Viva a Música!”.
Capa do single deste clássico do R.E.M.P.S. 2: O título deste artigo foi surrupiado de um clássico do R.E.M., faixa 6 do álbum “Document”[bb], gravado e lançado em 1987. Confira aqui um vídeo no YouTube que exibe a letra de Michael Stipe, certamente uma das mais difíceis de se cantar em todos os tempos.
P.S. 3: O Digestivo Cultural promoveu uma série de quatro mesas de debate intitulada “A Palavra na Tela: Jornalismo, Literatura e Crítica Depois da Internet”, com a intenção de discutir os impactos da internet na produção escrita do Brasil. O último encontro ocorrerá hoje, a partir das 19 horas, na Casa Mario de Andrade. Clique aqui para ouvir o áudio dos três debates já realizados e informar-se sobre como participar da mesa de discussões desta noite.
P.S. 4: Edney e Knuttzclicaram aqui e votaram em Pensar Enlouquece como Melhor Weblog em Português no prêmio The BOBs. E você? ;)

Eu, InterNey Blogs, Nerdcast e Marcelo Tas no The BOBs

Por Alexandre Inagakisegunda-feira, 22 de outubro de 2007

Clique aqui e vote em Pensar Enlouquece na categoria Melhor Weblog em Português!

Peço desculpas aos leitores deste blog pelo arroubo de egotrip, mas é que preciso compartilhar a boa nova com todos que conheço: pelo segundo ano consecutivo Pensar Enlouquece foi considerado um dos 10 melhores blogs do mundo em língua portuguesa pelo prêmio internacional The BOBs, promovido pelo grupo alemão Deutsche Welle, que já está em sua terceira edição. Outro motivo de satisfação pessoal foi ver dois amigos do InterNey Blogs indicados na lista dos finalistas: Nelson Moraes, magnífico ficcionista, versejador e cronista, e Marcos Donizetti, futuro psicólogo e outro escriba de mão cheia.

Como se não bastasse ter Ao Mirante, Nelson e Hedonismos como meus “concorrentes” a Melhor Weblog em Português, a categoria conta ainda com o blogueiro que merecidamente amealhou o maior número de indicações: ninguém menos que Marcelo Tas, com quem tive o prazer de compartilhar uma mesa de debates recentemente promovida pelo Digestivo Cultural, e que contou também com a presença de Pedro Doria. Tas concorre também às categorias de Melhor Weblog (incluindo-se aí blogs de todos os idiomas e nacionalidades) e Melhor Videoblog.

O Brasil também está pra lá de bem representado na categoria Melhor Podcast: o sensacional Nerdcast, capitaneado pela dupla Alexandre Ottoni e Deive Pazos (tive o prazer quase sexual de conhecê-los pessoalmente no BarCamp RJ no último final de semana), foi considerado um dos 10 melhores podcasts de todo o mundo ao lado de pesos pesados como Adam Curry (com a diferença de que Alottoni e Azaghâl não ficam editando verbetes da Wikipedia a seu favor).

Clique aqui e vote em Pensar Enlouquece na categoria Melhor Weblog em Português!Momento pidão: cumpre com seu dever cívico, clique aqui, vote em Pensar Enlouquece na categoria Melhor Weblog em Português (afinal de contas, os prêmios não são de se jogar fora) e ajude este japaraguaio que vos escreve a conquistar o Oscar da blogosfera mundial!

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P.S. 1: O BarCamp RJ, que aconteceu neste domingo, foi um sucesso. Além de ter sido mais uma oportunidade para encontrar amigos de todo o país, discutir idéias e bebemorar o bom momento da blogosfera brazuca, a edição carioca impressou pela organização (méritos para Nick Ellis, o homem que capitaneou este evento).

O Coolnex Card deste blog.Todos os participantes do BarCamp foram recebidos por simpáticas recepcionistas, ganharam mapas da cidade do Rio, passagens gratuitas do Metrô Rio, camisetas (graças aos patrocinadores do evento, que merecem citação: BlogBlogs, Vilago, Ideiasnet e NetMovies) e lanches. De quebra, 14 blogs ganharam cartões personalizados do evento, feitos pela galera da Coolnex, que dão direito ao download de uma música. Distribuí dezenas de Coolnex Cards do Pensar Enlouquece no BarCamp Rio, mas ainda consegui guardar alguns que serão sorteados em breve para os leitores deste blog.

Fico no aguardo, agora, dos posts comentando o evento. Em especial, da bombástica entrevista que meu amigo Romullo Pontes fez com Madame Bela. Quem viver verá!

P.S. 2: O único senão que faço ao BarCamp RJ foi o fato dele ter sido realizado no mesmo dia do GP Brasil de Fórmula 1. :P

Manchete do jornal MarcaTive de assistir em videotape, pois, à incrível corrida que fez com que Kimi Raikkonen conquistasse seu primeiro campeonato mundial graças a uma generosa ajuda de seu colega de equipe Felipe Massa e à afobação de Lewis Hamilton, que cometeu a façanha de perder o título de um mundial que liderava com folga até o antipenúltimo GP desta temporada. O espanhol Fernando Alonso não conseguiu, ainda, conquistar o tricampeonato, mas seus conterrâneos já se deram por satisfeitos com a derrota de Hamilton, como mostra a impagável manchete da edição de hoje do jornal esportivo Marca. Como costumam dizer os bascos, viver bem é a melhor vingança…

P.S. 3: Recomendação extra da casa: conferir o singelo blog Ídolos de Bigode, representante brasileiro na categoria Prêmio Blogwurst do The BOBs (reservada a blogs excêntricos, criativos e originais).

As piores capas de álbuns de todos os tempos

Por Alexandre Inagakisexta-feira, 19 de outubro de 2007

Depois de ter eleito as 50 melhores capas da história, desta vez o site Gigwise fez um levantamento das 50 piores. Não concordo com o primeiro lugar da lista deles: “Once Upon A Time In The West”, do grupo Hard-Fi. Até porque as cores combinam com o template deste blog. ;D

Once Upon A Time In The West, do Hard-Fi

O assunto “piores capas” é recorrente. O site da Bizarre Records, por exemplo, apresenta diversos livros que compilam o que há de mais bizarro em termos estéticos na indústria fonográfica mundial. Um destaque de muitas listas é o disco “All My Friends Are Dead”, de Freddie Gage. O álbum é dedicado aos amigos de Gage que, ao contrário dele, não conseguiram sobreviver ao vício em drogas. Capitão Nascimento certamente aprovaria este trabalho.

All My Friends Are Dead, de Freddie Gage.

O Brasil não deixa nada a desejar ao resto do mundo em se tratando do assunto “capas escabrosas”. Destaco, em especial, o álbum “Massa Falida”, da dupla Duduca & Dalvan, lançado em 1986. A canção que dá título ao disco, diga-se de passagem, é um singular caso de música sertaneja de protesto, cujo refrão vocifera: “Não aborte os seus ideais/ No ventre da covardia/ Vá a luta empunhando a verdade/ Que a liberdade não é utopia!”. Bem mais interessante do que a embalagem do álbum, que não titubeio em apontar como a pior capa brasileira de todos os tempos até prova em contrário. Aliás, se algum leitor encontrar alguma imagem mais tétrica ainda, envie-a para inagaki2@gmail.com. Tal qual São Tomé, só acreditarei vendo.

Massa Falida, da dupla Duduca e Dalvan.

A seguir, outros destaques da minha lista pessoal de capas esteticamente mais duvidosas de toda a história da MPB: Trio Coração de Goiás, Caetano Veloso, Markinhos Moura e Baú do 8 Baixos.
Trio Coração de GoiásAraçá Azul - Caetano Veloso
Meu Mel, by Markinhos MouraO Forró Tá Pegando Fogo - Baú dos 8 Baixos
Mais quatro capas para a lista: Osmael & Ozelito, Velhas Virgens, Preta Gil e Broto do Rojão.
Osmael & OzelitoCom a Cabeça no Lugar - Velhas Virgens
Preta Gil - Prêt-À-PorterRoendo o Osso - Broto do Rojão
Aproveito a ocasião para mostrar aquela que considero ser a pior capa portuguesa de todos os tempos: Vanessa Karina, que gravou o álbum “Só Falo D’Amor Contigo”. Se você é daqueles que nem vendo crê, clique aqui para ouvir o maior “hit” deste disco, a premonitória canção “Aceita-Me Como Sou”.

Vanessa Karina

Faço aqui, porém, menção especial a um cantor lusitano chamado Artur Gonçalves, cuja discografia completa, que inclui obras como “Não Passes Mais com Ele na Musgueira”, “O Telegrama da Minha Sogra”, “Vira das Bananas” e “Chula dos Partidos”, merece (ou não) ser conhecida.
Dor de Cotovelo - Artur GonçalvesTira, Mete e Tira - Artur Gonçalves
Como este post também objetiva corrigir injustiças, apresento-lhes aquela que considero ser a pior capa de todos os tempos em todo o universo, e que lamentavelmente (ou não) foi esquecida pelo Top 50 da Gigwise. Trata-se da capa de “Hey Babe, Let Me See Your USB and I’ll Show You My Firewire”, álbum do grupo Massimo. Nem em um arquivo .zip ou .rar tanto mau gosto conseguiu ser comprimido em uma só imagem.

Álbum do grupo eletrônico Massimo, lançado em 2004

Em minhas garimpagens pela Web, encontrei ainda muito material a ser compartilhado brevemente em posts no Virunduns. Paro por aqui, antes que algum leitor prefira furar os próprios olhos a continuar tendo sua vista violentada. XX(

* * * * *

P.S. 1: Domingo, dia 21, será dia de BlogCamp Rio, com organização a cargo do multiblogueiro Nick Ellis. Aproveito a ocasião para agradecer ao Nick pelos Coolnex Cards do Pensar Enlouquece (livremente inspirados em outras iniciativas bacanas como as Blogurinhas de Sampson Moreira, as camisetas da blogosfera do pessoal do Pilândia e o Deskblog do Caixa Preta). Ainda preciso perguntar ao Nick como é que ele faz para trabalhar como designer, encampar a organização de um BlogCamp e ainda encontrar tempo para postar no BlogLog, no Getting Better, no Janelas, no Maçã, no Blog de Brinquedo e no Digital Drops. |-|
P.S. 2: Declaração de Heloisa Seixas na Folha de S. Paulo de hoje: “Escritor é uma mistura de esquizofrênico com exibicionista”. Boa definição, inclusive porque se encaixa para diversas outras atividades além da literatura.
P.S. 3: Você já assinou a petição online contra a presença do “artista” Guillermo Habacuc Vargas na Bienal Centroamericana de Honduras em 2008? Clique aqui caso você não esteja a par do caso.
P.S. 4: As “piores capas” foram encontradas nos sites Artur Gonçalves, Contentor9, iG Pop, Minha Infância, A Mosca na Sopa, Portal Pimba, Revisão da Matéria, Telescópica e Zona Franca.

Os criminosos mais estúpidos do mundo

Por Alexandre Inagakiquinta-feira, 18 de outubro de 2007

O crime não compensa, principalmente se o ladrão é tão estúpido a ponto de esquecer o dinheiro que roubou na hora de fugir. The World’s Stupidest Criminals, livro escrito pelos editores da Fortean Times (revista inglesa dedicada a textos sobre bizarrices, curiosidades e afins). A obra é uma espécie de Darwin Awards dos contraventores, compilando 400 casos reais de crimes e criminosos descerebrados. Por exemplo, o de um assaltante de banco norueguês que retornou à mesma agência roubada a fim de depositar o mesmo dinheiro que havia levado horas antes. E o que dizer do iugoslavo que, temeroso de que pudesse se auto-incriminar, costurou os próprios lábios a fim de não confessar nenhuma bobagem? A seguir, mais algumas pérolas da estupidez humana:
- Berna, Suíça, setembro de 1991: Joyce Lebrom desmaia no meio de um supermercado. Clientes e funcionários, crentes de que ela havia sofrido um ataque cardíaco, chamam uma ambulância. Porém, quando os paramédicos chegam, descobrem que havia um frango congelado escondido dentro de seu sutiã: o desmaio havia sido causado por choque térmico.
The World's Stupidest Criminals- Wanganui, Nova Zelândia, março de 1996: um fã dos Muppets de 21 anos de idade invade uma estação de rádio local com um objetivo: fazer com que a canção “Rainbow Connection” (interpretada por Caco, o sapo) seja tocada por 12 horas seguidas. A polícia, alertada de que o tal muppetmaníaco teria uma bomba, evacua todos os prédios nas imediações. Depois, descobre que a bomba era tão pífia quanto as preferências musicais do meliante neozelandês.
- Munique, Alemanha, setembro de 1993: um violino de 300 anos de idade é roubado. Alguns dias depois o instrumento é devolvido, junto com um bilhete do próprio ladrão queixando-se da desafinação do mesmo. Detalhe: o violino é avaliado em cerca de US$ 80 mil.
- Covilhã, Portugal, setembro de 1994: O proprietário de um zoológico é preso. Seu crime: ter vestido três crianças com fantasias de macaco e anunciado-as aos visitantes de seu estabelecimento como “raros orangotangos de Sumatra”. Que pagação de mico…
- Boston, Estados Unidos, dezembro de 1994: Winston Treadway decide roubar duas lagostas vivas do tanque de um supermercado, escondendo-as nos bolsos de suas calças. O incauto assaltante só não contava com a resistência das lagostas. Segundo os relatos médicos da época, a conseqüência do roubo foi uma espécie de “auto-vasectomia”. Winston, (in)felizmente, jamais terá filhos.

* * * * *

P.S. 1: Eis um vídeo que tem tudo a ver (literalmente) com este texto: “os três ladrões mais idiotas do mundo”.

P.S. 2: Este post (com exceção do vídeo, que encontrei ontem no ALT1040) foi publicado originalmente em 6 de novembro de 2003 em meu antigo endereço no Blogger Brasil. Uma prova de que, para o bem e para o mal, a imbecilidade humana não tem prazo de validade.

O cachorro que morreu de fome em nome da “arte”

Por Alexandre Inagakiquarta-feira, 17 de outubro de 2007

Natividad, o cachorro que morreu em nome de uma duvidosa arte

Com raras e honrosas exceções, como os trabalhos de Nuno Ramos, encaro essas instalações “artísticas” pós-modernistas que costumam ser exibidas em Bienais e mostras de arte como tremendos embustes, invariavelmente justificados por seus criadores com discursos herméticos e rebuscados falando de liberdade criativa e rompimento de paradigmas. Pois bem: o que há de vanguardista em amarrar um cachorro doente na parede de uma galeria e deixá-lo morrer de fome em nome da, hmm, “arte”? Continue Lendo

O meme da página 161

Por Alexandre Inagakiterça-feira, 16 de outubro de 2007

Freddy Bilik e Bruno Godoi me convidaram para participar da seguinte corrente:

1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abra-o na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.

Meu livro de cabeceira há alguns dias é “Tingo – O Irresistível Almanaque das Palavras que a Gente Não Tem”, de Adam Jacot de Boined. E a quinta frase completa é esta:
“Em hopi, língua ameríndia, o termo masa’ytaka significa insetos, aviões, pilotos; na verdade, tudo o que voa, exceto pássaros”.
Eis os cinco blogueiros incumbidos de prosseguir com o “meme”: Marisa Toma, Thiane Loureiro, Milton Ribeiro, Luiz Jerônimo e Caio Novaes.

* * * * *

P.S. 1: Obrigado, de coração, a todos os leitores que deixaram comentários em meu post anterior.
Placa da Rua Shigueo Shimomura.P.S. 2: Taí algo que eu desconhecia, e que só fui descobrir durante a viagem (mais de 13 horas de carro, somando ida e volta) que fiz a Inúbia Paulista: meu avô é nome de rua! Embora eu tenha consciência de que homenagens do tipo possuem valor simbólico, confesso que senti um orgulho danado de saber disso. Meu avô, que migrou do Japão para o Brasil a bordo de um navio em 1935, teve 4 filhos e 10 netos, e viveu neste país até seu falecimento, em 1989.
P.S. 3: Lamentei a decisão do prefeito atual de Inúbia, que mandou pintar uma inscrição que havia no portão de entrada do cemitério de lá, uma frase que representava uma espécie de “memento mori” dita de maneira mais direta: “FUI O QUE TU ÉS, TU SERÁS O QUE EU SOU”.
P.S. 4: Embora o Blog Action Day tenha sido ontem, nunca é tarde para falar de conscientização ecológica. Recomendação da casa: guardar em seu bookmark o endereço do blog coletivo Faça Sua Parte, que apresenta diversas dicas sobre o que cada um de nós pode fazer para tornar este mundo mais habitável.
P.S. 5: Hoje é o dia da padroeira dos pobres e endividados. Você chegou a fazer a oração a Santa Edwiges? :|

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Pense Nisso! Alexandre Inagaki

Alexandre Inagaki é jornalista e consultor de comunicação em mídias digitais. É japaraguaio, cínico cênico. torcedor do Guarani Futebol Clube e futuro fundador do Clube dos Procrastinadores Anônimos. Já plantou semente de feijão em algodão, criou um tamagotchi (que acabou morrendo de fome) e mantém este blog. Luta para ser considerado mais do que um rosto bonitinho e não leva a sério pessoas que falam de si mesmas na terceira pessoa.

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