Qual será o seu epitáfio?

Por Alexandre Inagakisexta-feira, 07 de julho de 2006

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Embora eu goste muito da ilustração deste post (encontrada aqui), assim como das sugestões dadas por Aqui Jaz – O Livro dos Epitáfios, da dupla Aran & Castelo (alguns exemplos: “corri para o lado errado”, “pelo menos não pago mais imposto de renda” e “por favor, dê um restart“), e pela comunidade Epitáfios do Orkut (meus prediletos: “basta acrescentar água”, “este lado para cima”, “passo o ponto” e “404 Life Not Found“), o fato é que prefiro ser cremado.

Se você pudesse fazer um livro, filme ou música chegar à mão de todas as pessoas do mundo quando elas fizessem 13 anos, que livro/filme/música seria?

Por Alexandre Inagakisexta-feira, 07 de julho de 2006

Um livro: Crime e Castigo, de Dostoiévski. Um filme: Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa. Uma música: “In My Life”, dos Beatles.

Always look on the bright side of life

Por Alexandre Inagakidomingo, 02 de julho de 2006

Não há cacófato nem leitura labial que dê conta de expressar meus sentimentos ao dizer que Cafu deu o que tinha que dar. E o que dizer de notícias como esta: “Roberto Carlos ajeita meia na hora do gol“? Mas enfim, como diria aquela música infame, é isso aí. Enquanto me preparo para ouvir Galvão Bueno narrar o próximo jogo de Portugal bradando que Felipão é o Brasiiiiiiiiiilllll na Copa, chuto a bola pro mato porque o jogo é de campeonato e resgato a alegria perdida assistindo a este vídeo de trilha sonora pra lá de perfeita, que prova que Ronaldinho Gaúcho não é o único a dar suas pisadas de bola por aí.

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P.S. 1: Confira no Blog do Vesgo um vídeo mostrando a manifestação de carinho da torcida brasileira a Parreira durante o jogo contra a França (via Querido Leitor).

P.S. 2: Enquete rápida e rasteira: quem deve ser o novo técnico da Seleção?

Recorde é pro Guiness

Por Alexandre Inagakisábado, 01 de julho de 2006

E agora, Ronaldo?

Ok. Ronaldo tornou-se o maior artilheiro das Copas, Cafu bateu o recorde de participações, chegamos a 11 vitórias consecutivas em Copas. E daí? Temos números para bradar no livro Guiness de recordes, mas adiamos mais uma vez a aposentadoria de Mestre Zinedine Zidane. Enquanto isso, nosso “persistente” treinador teimou em escalar um time com laterais que não acertavam um cruzamento e um quadrado tão mágico que cometeu a façanha de desaparecer com o futebol que supostamente deveria jogar. Vimos o tal do “joga bonito” só aparecer na partida contra o Japão. Não por coincidência, com uma escalação repleta de reservas que voltaram ao banco graças à confiança que Carlos Alberto Parreira depositou na envelhecida e apática equipe-base de 2002. O resultado todos nós acabamos de testemunhar.

Mas enfim, agora Inês é morta. Minha torcida agora está dividida entre duas seleções que provaram ter espírito guerreiro, vontade de amealhar mais do que recordes para seus currículos e, principalmente, treinadores que não se limitam a ver suas equipes arrastarem-se em campo, efetuando substituições só lá pelos 30 minutos do segundo tempo: Portugal e Alemanha.

Feliz Ano Novo.

Estrela brasileira em céus turbulentos

Por Alexandre Inagakiquinta-feira, 29 de junho de 2006

Certas canções possuem o poder de marcarem nossas lembranças de tal modo que um simples assobio é capaz de resgatar de nossa memória rostos, cheiros, gostos, sensações que há tempos não sentíamos. Provém daí, da força que a música possui de moldar a nossa memória afetiva, a carga emocional que faz com que certos jingles ainda sejam recordados e perdurem no inconsciente coletivo por muito mais tempo do que as próprias empresas que os encomendaram. Exemplo clássico é o tema que Edison Borges de Abrantes, o “Passarinho”, compôs para um comercial de Natal que o finado Banco Nacional encomendou em 1975. Mesmo crianças que nasceram depois da falência do Nacional já ouviram em algum lugar este jingle e sabem cantarolar os versos “Quero ver/ Você não chorar/ Não olhar pra trás/ Nem se arrepender do que faz“.

Varig, Varig, Varig.Quem acompanha as notícias quase diárias sobre a crise da Varig sabe que a empresa aérea, criada em 1927, está em iminente processo de seguir os rumos de outras empresas como Haspa, Mappin, Mesbla, Arapuã, Gurgel, Sears, Trol, Pan-Am, Vasp, Transbrasil e Panair. Eu, que viajei de avião pela primeira vez a bordo de uma aeronave da Varig, bem sei que a empresa mergulhou no caos financeiro devido a fatores como anos de gestões incompetentes, custos administrativos elevados, defasagem de tarifas aéreas desde os planos econômicos dos governos Sarney e Collor e a crise deflagrada no setor pelos atentados de setembro de 2001, e que se ela falir será um fato normalíssimo em meio às engrenagens que movem o livre mercado. Porém, ao ouvir alguns dos jingles que marcaram seus 79 anos de existência, não posso deixar o sentimentalismo de lado ao tecer um lamento pelo destino da Empresa de Viação Aérea Rio-Grandense. Continue Lendo

Links da semana

Por Alexandre Inagakisegunda-feira, 26 de junho de 2006

Parreira ficou prostituto da vida. Pudera: um quadro do Fantástico revelou o que o técnico da Seleção e seus comandados dizem durante as partidas, graças à leitura labial feita por três jovens surdos. Neste sensacional vídeo (que encontrei no blog Samjaquimsatva), a matéria do Fantástico dedura as palavras vociferadas por Parreira depois do segundo gol feito por Ronalducho no jogo contra o Japão:

- Agora vamos ver, filhos da puta! E ainda pedem pro Ronaldo ir embora. “Tira ele…”. Vai se foder, vai tomar no cu, porra!

Outro destaque da matéria: o comentário que Pelé faz a um amigo depois de ver seu rosto sendo exibido no telão do estádio alemão:

- Alá, ó. Ó lá, bonito pra caralho!

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Ilusão de ótica: o bloco de cima é mais claro que o de baixo?

Observe a imagem acima e atente para a figura central. À primeira vista, não parece que o bloco de cima é mais escuro do que o bloco de baixo? Saiba, pois, que ambos os blocos têm o mesmo tom de cinza. Duvida? Então cubra a aresta central com um dedo estendido, constate a engenhosidade desta imagem criada por Beau Lotto, e clique aqui para ver outras ilusões de ótica (via Juegos de Ingenio).

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Vera Fischer, Perdoa-me Por Me Traíres.Encontrei, no Antena Paranóica, link para uma matéria do Independent Critics que elenca os 100 Melhores Pôsteres de Filmes de Todos os Tempos. De fato, eles fizeram uma ótima lista, com destaques mais do que merecidos para os cartazes de Um Corpo que Cai, Anatomia de um Crime, Casablanca, Manhattan e tantos outros que um dia ainda hei de emoldurar e colocar nas paredes do meu quarto.

Pesquisando pelo assunto, encontrei o site do Internet Movie Poster Awards, que há sete anos distribui prêmios em categorias como Cartaz Mais Divertido, Cartaz Mais Assustador e Melhor Tag Line. Estes foram os vencedores do prêmio de melhor pôster: O Talentoso Mr. Ripley (1999), Um Homem de Família (2000), O Dia do Terror (2001), Gangues de Nova York (2002), The Cooler – Quebrando a Banca (2003), Colateral (2004) e O Senhor da Guerra (2005).

Eu, do alto de minha condição de cinéfilo tupiniquim, não poderia deixar de destacar os trabalhos de mestre J. L. Benicio, ilustrador de centenas de cartazes de filmes brasileiros, incluindo-se aí inúmeras pornochanchadas (como A Super Fêmea e Histórias que Nossas Babás Não Contavam) e comédias dos Trapalhões. Mas o melhor de seus trabalhos, IMHO, pode ser conferido na imagem à direita (e, na íntegra, nesta excelente página): o mesmerizante retrato de Vera Fischer no pôster de Perdoa-me Por Me Traíres.

Last, but not least: confira aqui matéria de Pedro Brandt sobre a obra de Mestre Benicio.

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Discordo veementemente das convicções ideológicas de Heloísa Helena, candidata à Presidência pelo PSOL, mas tenho de reconhecer que ela é uma política carismática e muito bem articulada. Fausto Macedo, repórter que acompanhou o lançamento oficial da candidatura de HH em União dos Palmares, Alagoas, para o Estado de S. Paulo, relata em sua matéria que a senadora chorou e fez muita gente chorar com seu discurso engajado e repleto de frases de impacto. Disse Heloísa: “Vamos à luta, vamos à vitória, vamos dizer para os farsantes neoliberais e para os representantes do parasitismo político que ousam pensar que são donos do Brasil, vamos dizer que podem vir quente que nós estamos fervendo (grifos meus)”. Em outro trecho de seu discurso, não mediu palavras para atacar o PT, seu ex-partido: “Sei o esforço de todos aqui, militantes que, sem o dinheiro público roubado, sem os dólares nas peças íntimas do vestuário masculino, sem AeroLula nem jatinho, sem absolutamente nada, vieram até aqui neste dia tão precioso“.

Geraldo “Picolé de Chuchu” Alckmin daria dez ministérios para ter metade da verve e carisma dessa mulher.

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Ah, os labirintos do coração.

O amor é um labirinto. E eu encontrei a imagem acima no Afrodite Sem Olimpo, excelente blog de Claudia Letti que voltou à ativa após longo período sabático.

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A profusão de vídeos disponibilizados na Web, impulsionada pelo sucesso do YouTube, inspirou o New York Times a criar um blog dedicado exclusivamente ao fenômeno: Screens, mantido pela crítica de TV Virginia Heffernan. Uma ótima sacada, que pode ser facilmente atestada por estes dois links: 100 Vídeos Incríveis selecionados pela revista online Pitchfork, e esta compilação com quase 1.400 videoclipes dos anos 80.

Pra não dizer que não falei de Copa

Por Alexandre Inagakiquarta-feira, 21 de junho de 2006

Enquanto a torcida brasileira conclama, desesperada, pela entrada de Cicinho, Juninho Pernambucano e Robinho na Seleção, recomendo a todos que confiram este vídeo do Monty Python e esqueçam por alguns instantes que futebol é uma caixinha de Pandora.

Em tempo: a fluidez com que Parreira efetua as substituições necessárias e muda o esquema tático da Seleção durante uma partida me fez lembrar muito da atuação dos filósofos alemães nesta peleja montypythoniana. Continue Lendo

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Pense Nisso! Alexandre Inagaki

Alexandre Inagaki é jornalista e consultor de comunicação em mídias digitais. É japaraguaio, cínico cênico. torcedor do Guarani Futebol Clube e futuro fundador do Clube dos Procrastinadores Anônimos. Já plantou semente de feijão em algodão, criou um tamagotchi (que acabou morrendo de fome) e mantém este blog. Luta para ser considerado mais do que um rosto bonitinho e não leva a sério pessoas que falam de si mesmas na terceira pessoa.

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A vida é boa e cheia de possibilidades.
A vida é boa e cheia de possibilidades.
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