Artigos da categoria: Economia

Dieta do impostão (publieditorial)

Por Alexandre Inagakiquinta-feira, 14 de outubro de 2010

Toda vez que penso no assunto, lembro do aforismo clássico de Benjamin Franklin: “Há duas coisas inevitáveis na vida: a morte e os impostos.” No Brasil, essa frase ganha ainda mais sentido, levando-se em consideração os mais de 70 tributos existentes. E que, embutidos no preço de cada produto ou serviço que consumimos, fizeram com que em 2010 os brasileiros tenham sido obrigados a trabalhar 148 dias para pagar impostos. Pudera: em média, cada brasileiro é obrigado a destinar 40,54% da sua renda para a carga tributária deste país.

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Meu Bolso em Dia (publieditorial)

Por Alexandre Inagakisexta-feira, 23 de julho de 2010

Tenho um sobrinho que, do alto da insolência de seus quatro anos de idade, está naquela fase bacana em que tudo no mundo é novidade e descoberta. Aliás, foi ele que, em certa ocasião, fuçou meus discos velhos e, vendo aqueles vinis atualmente jurássicos, me perguntou: – Tio, onde você encontrou esses CDs gigantes?

Pois bem: esse molequinho curioso, que pertence a uma geração para a qual expressões como “vacinado com agulha de vitrola” ou “caiu a ficha” precisarão ser explicadas com notas de rodapé, sequer imagina que houve tempos nos quais a gente precisava recorrer a volumes e mais volumes de enciclopédias a fim de fazer pesquisas escolares ou, simplesmente, descobrir alguma informação hoje localizável com uma mera busca no Google.

Mas eu, que poderia ter criado repulsa aos calhamaços de papel que eram as velhas enciclopédias, tive a sorte de ter aprendido muitas coisas sobre o mundo que nos cerca por meio dos manuais Disney: livros protagonizados por personagens como Pateta, Zé Carioca e Vovó Donalda, publicados em meados dos anos 70, repletos de ilustrações e textos que explicavam, de forma lúdica e divertida, noções básicas sobre assuntos como esportes, culinária e invenções. Capa do Manual do Tio Patinhas, publicado originalmente pela Editora Abril em 1972. Com o manual do Professor Pardal, por exemplo, aprendi a fazer um caleidoscópio. Graças ao livro protagonizado da Maga Patalógica e da Madame Min, arrisquei uns truques com cartas. E, no volume protagonizado pelo Tio Patinhas, tive meus primeiros contatos com o mundo das finanças. Aprendi como surgiram as primeiras moedas, como funciona o sistema bancário, para que servem os impostos e descobri muitas curiosidades sobre o mundo das finanças e negócios. Ainda lembro bem, por exemplo, de um capítulo intitulado “Rivais de Verdade do Tio Patinhas”, com breves perfis biográficos de bilionários como John Rockefeller e J.P. Getty.

Eu, que até hoje me embanano ao administrar minhas finanças, não fui exatamente o aluno mais aplicado das lições passadas pelo velho pato muquirana em seu manual. Em especial, no que diz respeito a controlar gastos. Mas creio que não estou solitário no grupo de pessoas que têm dificuldades em gerenciar suas finanças pessoais. Até porque, como bem definiu Paulinho da Viola, “dinheiro na mão é vendaval”. Caiu feito luva, pois, tomar conhecimento do Meu Bolso em Dia, site de educação financeira que a FEBRABAN criou para ensinar incautos feito eu a cuidar decentemente do seu dinheiro, com (quase) o mesmo carinho do Tio Patinhas. E de modo didático e informativo, como nos manuais que marcaram a minha infância, recorrendo a vídeos no YouTube, jogos online, tabelas de Excel e drops informativos no Twitter @meubolsoemdia.

Um simulador que ajuda você a saber quanto tempo levará para juntar o dinheiro necessário para fazer uma compra.

Gastar dinheiro e saciar nossos impulsos consumistas é divertido; abrir a fatura do cartão ou descobrir que o saldo de sua conta bancária anda mais negativo que a moral da SeleDunga, nem tanto. Por isso vale a pena navegar pelas páginas do Meu Bolso em Dia e explorar seus muitos recursos que ajudam até os mais desorganizados a encontrarem uma bússola capaz de guiá-los no mundo das contas em dia. E planejar-se, enfim, para a viabilização de sonhos como comprar uma casa na praia ou fazer aquela viagem sabática adiada há tempos.

Dizem que a diferença essencial entre crianças e adultos está no custo dos brinquedos. Eu, que já andei gastando um dinheirinho considerável colecionando HQs antigas e edições de luxo de quadrinhos de autores como Neil Gaiman, Quino, Don Rosa e Carl Barks, o gênio que criou Tio Patinhas, entendo perfeitamente essa frase. E, por isso mesmo, já comecei a aplicar algumas dicas do site. Afinal de contas, como bem disse mestre Falcão, “dinheiro não é tudo, mas é 100%”

Pense Nisso! Alexandre Inagaki

Alexandre Inagaki é jornalista e consultor de comunicação em mídias digitais. É japaraguaio, cínico cênico. torcedor do Guarani Futebol Clube e futuro fundador do Clube dos Procrastinadores Anônimos. Já plantou semente de feijão em algodão, criou um tamagotchi (que acabou morrendo de fome) e mantém este blog. Luta para ser considerado mais do que um rosto bonitinho e não leva a sério pessoas que falam de si mesmas na terceira pessoa.

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